Palavra Institucional GRI – (G4-01)
Há mais de 120 anos, a Instituição Marista está presente em terras brasileiras. Os primeiros Irmãos Maristas, advindos da França, chegaram ao Brasil em 1897. Desde então, a atuação em solo brasileiro não parou de crescer. Atualmente, no Brasil, representamos mais de 30% da atuação de todo o Instituto, presentes em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. São mais de 98 cidades que acolhem nossa missão de evangelizar, principalmente por meio da educação, que perpassa pelo ensino básico até o superior.
A atuação dos Maristas na educação quer refletir nosso fundamental trabalho na sociedade. Queremos acolher e educar cerca de 125.000 crianças, adolescentes e jovens, para serem cidadãos do mundo. Ou seja, a educação não pode ser vista como um fim em si mesma. Ela se transforma na grande ferramenta para ajudarmos as pessoas em seu aprimoramento do saber-pensar. Isto significa incentivar nossos educandos para a autonomia, ecoando em nossas práxis a maiêutica socrática, em que o indivíduo reivindica a si o protagonismo de ser sujeito no mundo.
Ao elaborar esse tipo de educação, em que acreditamos elevar o sujeito à condição de protagonista, estamos criando um espaço propício para a reflexão política, social e religiosa. Esse tipo de educação dá ao sujeito condições de avaliar o contexto que nos rodeia e ser partícipe e construtor da própria vida. Nosso fundador, Marcelino Champagnat, possibilitou isso na época fundacional de nosso Instituto. Enxergou na educação um espaço formidável para oferecer às crianças, aos adolescentes e jovens de sua época, condições de mudar seu entorno e lutar por uma sociedade mais justa, capaz de ser promotora de valores e preocupada com o bem comum.
O Relatório Social do Brasil Marista é mais do que um livro sobre os feitos estanques ou atividades isoladas. É um compêndio educacional, que revela em suas páginas o que é possível se fazer quando estamos conscientes de que a educação pode ser um braço de transformação social. Ao descortinarem-se todas as ações realizadas, percebemos que vale a pena continuar investindo na educação e, ao mesmo tempo, nela, evangelizar tantas crianças, adolescentes e jovens. Essa educação evangelizadora é capaz de nos ofertar, especialmente nesses tempos em que vivemos, um comprometimento maior de nossos estudantes por uma política moral e ética saudável que, certamente, nos oferecerá maior respeito mútuo e engajamento na construção de uma sociedade que possa ser possível para todos.
No orgulho de apresentar tantas ações em favor desse objetivo maior, desejo a todos uma excelente leitura!


