• Marista
    • Quem Somos
    • Fundador
    • Inspiração Mariana
    • Presença
    • Pacto educativo Global
    • Apelos do XXII Capítulo Geral
    • Rede de Centros de Memória Marista
  • Frentes de Atuação
    • Região América Sul
    • Brasil Marista
    • Educação
    • Evangelização
    • Solidariedade
    • Vida Consagrada e Laicato
  • Cotidiano Marista
  • Contato
  • Agenda
União Marista do BrasilUnião Marista do Brasil
  • Marista
    • Quem Somos
    • Fundador
    • Inspiração Mariana
    • Presença
    • Pacto educativo Global
    • Apelos do XXII Capítulo Geral
    • Rede de Centros de Memória Marista
  • Frentes de Atuação
    • Região América Sul
    • Brasil Marista
    • Educação
    • Evangelização
    • Solidariedade
    • Vida Consagrada e Laicato
  • Cotidiano Marista
  • Contato
  • Agenda

Cotidiano

  • Home
  • Blog
  • Cotidiano
  • Mesa de Debates discute quebra de paradigmas e perspectivas na Educação Integral

Mesa de Debates discute quebra de paradigmas e perspectivas na Educação Integral

  • Postado por admin
  • Categorias Cotidiano, Destaques
  • Data 21 de outubro de 2013

O Coordenador da área de Missão da UMBRASIL, Ir. Lúcio dantas, dá as boas-vindas aos presentes

A União Marista do Brasil (UMBRASIL) reuniu, no dia 17 de outubro, em Curitiba, gestores e educadores maristas, representantes da Comissão de Solidariedade e da Comissão de Educação Básica, integrantes do Grupo de trabalho Educação Integral, convidados de instituições educacionais, entre outros participantes, na Mesa de Debates “Educação integral em tempo Integral e indicadores de qualidade”.  Em virtude do cenário educacional (PNE) e das diretrizes lançadas pelo Ministério da Educação (MEC) para a Educação Integral, a UMBRASIL identificou a necessidade de discutir os cenários e as perspectivas da Educação Integral em tempo integral e criou um Grupo De Trabalho (GT) com a nobre missão de subsidiar a atuação marista na educação integral em tempo integral. Durante todo o dia, cinco palestrantes proporcionaram momentos de reflexão ao falar sobre desafios para a educação integral, aspectos da construção curricular na visão sistêmica do espaço-escola e sobre metodologia e indicadores de qualidade na área educacional.

A coordenadora da área de representação Institucional da UMBRASIL, Leila Paiva, iniciou os trabalhos da mesa fazendo referência à trajetória do Grupo de Trabalho “Educação Integral, em tempo Integral” criado na UMBRASIL este ano. O grupo tem realizado um processo de imersão em conteúdos e práticas que possam aportar insumos que garantam uma prática qualificada do Brasil Marista nessa área. A Mesa de Debates foi mais uma destas iniciativas. Logo depois, o diretor da Rede de Colégios da Província Marista Brasil Centro-Sul, Prof. Flavio Sandi, conduziu o momento de espiritualidade e acolhida. Em seguida, o coordenador da Área de Missão da UMBRASIL e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Ir. Lúcio Gomes Dantas, convidou os presentes a usufruir daquele momento como possibilidade de sonhar e criar novas oportunidades educacionais, sobretudo em relação à Educação integral: “Esse é um momento de estarmos em ‘torno da mesma mesa’ e refletirmos sobre novos olhares para a educação integral”, considerou o coordenador.

A primeira apresentação, preparada pela Superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC)- Instituição que é referência na qualidade da educação pública -, Anna Helena Altenfelder,  trouxe a questão do desafio que a Educação Integral ainda representa para todos nós. “Pensar em educação integral significa quebrar paradigmas e mudar posturas, por isso o debate é sempre muito bom”, opinou a doutora. Para ela, a garantia de direito à aprendizagem deve ser o pilar ao se pensar em educação integral, principalmente para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, 966 mil meninos e meninas estão fora da escola e isso se deve a desigualdades territoriais e problemas de acesso à escola: “Isso em nível do Brasil é um problema muito grande, pois são quase 3% de jovens fora das salas de aula, por isso devemos pensar numa educação integral que faça a criança permanecer na escola e não apenas matricular-se nela”, opinou.  Ao falar sobre a da grade curricular, Anna Helena disse que essa deve ser planejada e o primeiro passo para sua construção é olhar para o global, saber onde a comunidade escolar se situa dentro do universo cultural. “É preciso envolver pais, sociedade, professores para trabalharem juntos e também utilizar ferramentas tecnológicas como maneira de inovar os métodos de aprendizagem, ou seja, pensar no mundo como uma parceria participativa e democrática”, concluiu a doutora.

O Professor Adjunto da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Dr. Paulo Bareicha ressaltou a importância da comunicação num sistema complexo de elementos em interação. “Um projeto pedagógico deve estar em sintonia e articulado a um projeto de educação do país e com suas Políticas Públicas”, lembrou Bareicha. Para ele, a sociedade deve repensar uma política educacional que integre os saberes populares e a escola. “Se queremos a construção de uma escola republicana e democrática, temos de reinventar o tempo escolar compreendendo o processo de mudança paradigmática na educação-escola”, ponderou. O professor ainda levantou a problemática de como evitar a exclusão educacional que a falta das políticas públicas ocasiona: “Nossas decisões devem respeitar não somente a legislação, mas outras limitações, tais como problemas de transporte, trânsito, carga horária de alunos e pais, e outros impactos que, se não houver interação conjunta e uma ação coordenada entre os diversos setores públicos e privados, nós iremos travar o processo, não haverá gente e nem infraestrutura suficiente pra essa mudança”, concluiu o professor.

Anna Beatriz Goulart, consultora do Programa Mais Educação e do Programa Escolas Sustentáveis da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério de Educação, proferiu a terceira apresentação falando sobre a necessidade de quebras de paradigmas, um deles seria o de reformular lugares para a educação integral do espaço escolar ao território educativo. Para ela, o espaço escolar impede a educação, principalmente a Integral, e o espaço físico existente para cumprir o turno prolongado e outras atividades é limitado. “Não tem lugar para fazer as atividades extras, não tem lugar onde brincar, infelizmente o espaço escolar foi todo montado para o aluno não se mexer”, observou a professora.  “A gente sabe que aprendemos quando nos mexemos, portanto o aluno já se sente meio estranho e limitado dentro desses espaços, a escola hoje é como um armário que você entra e fica lá quieto, por isso, devemos quebrar esse paradigma”, provocou a consultora. Para Anna Beatriz, a pedagogia precisa se expandir e refletir como construir o currículo para a educação integral em tempo integral: “devemos fazer isso juntos, discutindo o conhecimento, ouvindo apaís e alunos, buscando professores especialistas e questionando onde estão as incertezas deles. Dessa forma podemos resolver onde devemos atuar”, opinou a consultora que encerrou sua palestra com uma questão crucial para reflexão dos participantes: “Quais seriam os lugares ideias para a educação integral?”.

À tarde, os participantes debateram sobre aspectos metodológicos e indicadores de qualidade nos moldes da educação integral em tempo integral. Inicialmente, a coordenadora pedagógica do Instituto Paulo Freire, professora Alessandra Santos trouxe a perspectiva freiriana ao falar de uma escola cidadã que resgata a escola onde os alunos de fato exerçam sua cidadania. A docente falou também sobre os eixos para repensar a educação, e provocar a verdadeira educação cidadã, tais como: gestão democrática, gestão sociocultural das aprendizagens, avaliação dialógica continuada e formação humana. “A educação não pode ser sozinha. A verdadeira escola-cidadã é caracterizada pela participação dos educandos e pelo planejamento participativo dentro de uma gestão democrática”, enfatizou a coordenadora. A questão do tempo ampliado na educação integral exige novas concepções de educação. “Para ampliar o tempo é preciso considerar questões, tais como: adaptação do espaço físico, da grade curricular, conteúdos, construção do conhecimento, entre outras. Para isso, ou investimos no espaço-escola ou abrimos a possibilidade de contar com novos parceiros”, opinou Alessandra.

A segunda palestra da tarde trouxe o professor Rogério Silva, doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo e sócio-gerente da Move Social, empresa especializada em planejamento e avaliação de iniciativas socioambientais. Segundo Rogério, a ação de construir indicadores nunca deve ser desvinculada do planejamento: “a produção de indicadores só terá efeitos reais sobre a estratégia de uma iniciativa quando articulada de critérios consistentes, que permitam um julgamento equilibrado desta iniciativa, pois as expectativas sobre resultados de programas de educação integral andam bastante elevadas e nitidamente complexas”, expôs o consultor. Segundo ele, os processos de mudança implicam ideias, capacidade e poder. Indicadores devem estar a serviço do projeto, e se moldar à complexidade do objeto tanto nos aspectos quantitativos quanto nos qualitativos. “Indicadores devem ser específicos, mensuráveis, confiáveis e rastreáveis, assim é possível formular juízo de valores mais precisos sobre a iniciativa”, ensinou. Rogério falou também da pesquisa realizada em junho de 2013 pelo Centro Brasileiro de Análise e planejamento (CEBRAP), sobre fatos que reduzem o sentido da escola para os jovens, sendo alguns deles: professores que faltam, escolas com pouca ou baixa tecnologia digital, escolas que não relacionam educação no mercado de trabalho, e as que possuem estrutura abandonada. “A avaliação dos critérios de julgamentos é o núcleo do trabalho que nos cabe em cada projeto para prospectar melhores resultados na apresentação de indicadores”, explicou o consultor.

Para os participantes, a Mesa de Debates cumpriu com a proposta de provocar impacto e reflexão sobre vários aspectos da Educação Integral

Para a vice-diretora educacional do Colégio Marista João Paulo II (PMBRS), Clotilde Campos, a iniciativa da UMBRASIL de juntar as Províncias para pensarem juntos e trocarem ideias tem sido muito importante e gratificante. “Às vezes ficamos dentro da escola, tão envolvidos com nossas rotinas, que esquecemos a importância do planejamento para o nosso trabalho. Esses encontros certamente dão uma energia nova a nossa missão de bem educar”, pontuou a vice-diretora.

Para o diretor da rede de escolas da Província Marista Brasil Centro-Sul (PMBCS), Flavio Sandi, esse debate é muito importante para o Brasil Marista, também pela questão da ampliação do currículo devido ao aumento da carga horária. Para ele, esse momento de debate o ajudou a refletir sobre a formação integral do estudante. “Eu fico me perguntando o que faríamos, pois temos compromisso com a educação integral e esse debate é crucial para não deixarmos vulneráveis as gerações futuras. Corremos o risco de deixar algo de fora algo que seja fundamental para a formação do sujeito”, ponderou o diretor. Segundo Flávio, uma das ideias que mais o impactou nos debates foi com relação aos espaços. “Quando a palestrante disse não ser possível fazer uma educação integral com os espaços que nós temos hoje, que limitam e enclausuram os alunos, isso me fez pensar que não é uma dicotomia a questão currículo-espaço, muito pelo contrário, eles devem ‘conversar’. Mais do que nunca não imagino como podemos fazer uma escola que não se afine com as políticas públicas”, afirmou o diretor.

Segundo a coordenadora pedagógica da gerência educacional da Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN), Maria Ireneuda de Souza Nogueira, os debates foram muito importantes porque trouxeram questões sobre escola e seu espaço-tempo. “apesar das limitações de sala de aula, deve haver um momento de concentração e quem deve incitar isso é o professor. Por mais que discutimos sobre como deve ser a educação, o professor sempre terá seu momento com o aluno e é ele quem deverá saber conduzir esse momento”, opinou a coordenadora.

Para o palestrante Paulo Bareicha, a iniciativa da UMBRASIL de convergir conhecimento e integração de suas províncias e escolas para melhorar e organizar o debate interno sobre a educação integral foi excepcional. “Com certeza os debates foram ricos e trouxeram ainda mais frutos aos projetos educacionais maristas”, afirmou.

Organizadores da Mesa de Debates: Leila Paiva (E), Ir. Lúcio e Bárbara Pimpão (C) e Deysiane Pontes (D)

Segundo o coordenador da área de Missão da UMBRASIL, Ir. Lúcio Dantas, as mesas trouxeram cenários que nos indicam a construção de uma educação integral que fuja da padronização. Nesse sentido, os componentes da mesa refletiram sobre a perspectiva do espaço público como um resgate para que esses jovens vivam esse espaço e que possam se apresentar nele. “A escola ao ser um locus de atuação dará a oportunidade para as pessoas serem o que elas são, e essa é a grande sacada, quando pensamos em educação integral significa trazer os alunos para um cenário escolar onde elas possam viver o que elas são”, opinou. Para Ir. Lúcio, a educação integral precisa de um currículo que se adapte a esses vários contextos e não os contextos se adaptarem a um currículo homogêneo e engessado. “As falas de hoje nos provocaram e nos colocaram a ideia de idealizar um currículo que se adapte a uma nova realidade no espaço escolar. Isso tudo numa perspectiva participativa e democrática entre os diversos atores”. Quanto ao resultado da Mesa de Debates, Ir. Lúcio sentiu que o público ficou satisfeito com a participação: “os debates da manhã foram transmitidos ao vivo pelo site da UMBRASIL e houve boa participação nas redes sociais. É isso mesmo que a UMBRASIL deve proporcionar para o Brasil Marista: potencializar o debate e a interação social”, concluiu o coordenador.

  • Compartilhar
admin

Post Anterior

Mesa de Debates - Educação Integral em tempo integral e indicadores de qualidade
21 de outubro de 2013

Próximo Post

Oitavo encontro do Ciclo de Debates fala da influência do Concílio na América Latina
21 de outubro de 2013

Você também pode gostar de

MissaoHenri
Em missão: Irmãos Maristas contribuem com ações solidárias
18 julho, 2024
WhatsApp Image 2024-07-04 at 13.37.05
Lançamento da publicação: Memórias e Vivência – Dia Marista de Nossa Senhora Boa Mãe
4 julho, 2024
DEE_5866-2048×1365
Gestores Maristas debatem a liderança profética e servidora a partir do estudo sobre o Irmão Francisco Rivat
20 junho, 2024

Deixe uma resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

umbrasil

+55 (61) 3346-5058

umbrasil@umbrasil.org.br

SGAS II St. de Grandes Áreas Sul 615 Módulo C - Brasília, DF

CEP: 70200-750

Frentes de Atuação

  • Região América Sul
  • Brasil Marista
  • Educação
  • Evangelização
  • Solidariedade

Multimídia

  • Publicações
  • Relatório Social
  • Nossa Marca
  • Repositório UMBRASIL

Links Importantes

  • Grupo Marista
  • Rede Marista
  • Província Marista Brasil Centro-Norte
  • FTD
  • FMSI

UMBRASIL - União Marista do Brasil. Todos os direitos reservados.

Outlook - Office 365

imunify-bot-check